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Todos por Haddad e Manu: ato no Tuca, em São Paulo, reúne milhares de pessoas

Artistas, cientistas, juristas, líderes religiosos, representantes de partidos políticos e movimentos e torcidas organizadas juntos pela democracia

Todos os olhos estão voltados para o futuro. Os sentimentos se misturam – o olhar resiliente de Abigail Santos, o otimista de Poliana Mattos, o de esperança e fé de Baba Maurício de Odé, o experiente de Maria Auxiliadora Galhano Silva –, mas o futuro, para cada um deles e as outras milhares de pessoas ao redor, está a poucos metros de distância sobre o palco do histórico Tuca, na PUC-SP.

“Estou aqui pelos meus netos. Mesmo com mais de 70 anos, quero mostrar para eles que sempre vale a pena lutar. Agora mais do que nunca. Não vejo outro futuro que não seja barrar o fascismo do adversário e eleger Haddad presidente”, declara Maria Auxiliadora.

A professora aposentada sabe bem o que está dizendo. Ela é testemunha viva das atrocidades de um Brasil do passado que se insinua nos dias de hoje, o que, para ela, faz das lutas no presente das mais importantes que o país já registrou.

“Não há outro caminho que não seja acreditar no futuro. Eu olho para os meus netos e quero sair na rua na mesma hora para lutar. Não dá para esperar acontecer. É preciso agir”.

Lutar e, mais do que tudo, acreditar também é o que move a publicitária Poliana Mattos — cujo nome remete à personagem imortalizada por Eleanor H. Porter por seu otimismo incorrigível.

“Nesta reta final antes das eleições é preciso acreditar e convencer cada um que encontramos pela frente. Temos que virar essa disputa porque não está em jogo só a vitória do Haddad. Está em jogo a manutenção da democracia. Eu sempre acreditei que era possível e ainda acredito”, avalia.

A ativista Abigail Santos vê no discurso do adversário uma ameaça aos avanços conquistados durante os governos Lula e do PT no que diz respeito à inclusão, tolerância e respeito às minorias.

“Eleger o representante do fascismo seria como voltar décadas para trás. Não é hora de apontar dedos ou confrontar os que estão indecisos. É hora de convencê-los. E, para isso, precisamos construir a virada voto a voto, até que a maioria perceba os perigos que rondam o Brasil”.

Perigos que o Baba Maurício de Odé conhece bem. Representante das religiões afro, perseguidas durante décadas por Jair Bolsonaro, ele nunca fechou os olhos para as atrocidades cometidas em nome da fé.

“Eu vi o Brasil caminhar para uma pluralidade que jamais tinha visto antes e tudo isso está em perigo caso Bolsonaro seja eleito. Criaram uma cultura do ódio que cegou muitas pessoas que hoje estão votando pelo ódio, e não com a razão. Basta parar e analisar que tudo fica claro: o país precisa de Haddad e Manu para continuar a ser democrático. E nós vamos conseguir com que eles vençam”, aposta.

Essas foram apenas algumas das declarações de apoio a Haddad e Manuela, apoio à democracia.

O Tuca, lotado, clamava por Haddad e Manu, clamava por democracia. E ela virá, democraticamente, pelas urnas, no dia 28 de outubro.

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