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8 provas de que Bolsonaro é um ditador

Já disse que vai prender e exilar quem discorda dele, que vai acabar com a liberdade de imprensa e até fechar o Congresso Nacional

Bolsonaro é um ditador e não esconde isso de ninguém. disse que vai prender e exilar quem discorda dele, que vai acabar com a liberdade de imprensa e até fechar o Congresso Nacional.

Isso sem falar no seu pimpolho, Eduardo Bolsonaro, que tem planos de eliminar o Supremo Tribunal Federal e declarar guerra contra a Venezuela.

Confira alguns dos muitos momentos em que o Bolsonaro ditador aflorou.

 

1. “Ou vão para fora ou para a cadeia.”

No último domingo (21), em discurso transmitido durante ato que aconteceu na Avenida Paulista, em São Paulo, Jair Bolsonaro deixou bem claro:

“A faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou para a cadeia”.

Esses são os planos de Bolsonaro para quem discorda dele, exatamente como acontece em uma ditadura.

E conclui: “Uma faxina nunca vista na história deste país”.

O Chile, com o ditador Augusto Pinochet, viveu uma faxina como essa proposta por Bolsonaro. Sabe o resultado disso? Uma das mais sanguinárias ditaduras do continente americano, que deixou mais de 40 mil vítimas. Pinochet perseguiu a imprensa, fechou partidos políticos, sindicatos e organizações sociais.

 

 

2. “Vamos fuzilar a petralhada!”

É assim que Bolsonaro ameaça o adversário. Ditadores não “lidam” bem com a oposição. Então, fuzilar passa a ser a alternativa.

E ele já fez outras ameaças aos militantes petistas:

“Vocês, petralhada, verão uma polícia civil e militar com retaguarda jurídica pra fazer valer a lei no lombo de vocês!”.

O sonho de Bolsonaro é viver num mundo sem adversários políticos, como o criado pelo ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Como ele eliminou todos (inclusive seu meio-irmão), e os que sobraram são ameaçados, Kim Jong-un foi “eleito” com 100% dos votos e sem abstenção!

 

 

3. “Eu sou favorável à tortura.”

Um recurso muito utilizado pelos ditadores é a tortura. Bolsonaro já disse que é favorável a ela e, inclusive, sempre que pode, rende homenagens ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que, durante a ditadura militar no Brasil, torturou quem se opunha ao regime.

Seus métodos ficaram conhecidos pela imensa crueldade. Ele costumava, por exemplo, colocar ratos vivos nas genitais das mulheres.

Quem também gostava de tortura era o ditador iraquiano Saddam Hussein. Gostava tanto que, além de torturar quem se opunha ao regime, utilizava a prática para “castigar” até mesmo a Seleção Iraquiana de Futebol. Uma derrota podia significar prisão, surras e, às vezes, fome.

 

 

4. “Daria golpe no mesmo dia [que assumisse a presidência da República].”

Bolsonaro diz que, se fosse presidente da República, fecharia o Congresso no primeiro dia, como faz qualquer ditador.

E ele sugere uma guerra civil para “dar jeito” no País, “fazendo um trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil”. E conclui: “Se vai morrer alguns inocentes, tudo bem”.

Na Guerra Civil Espanhola, que durou três anos, 500 mil pessoas morreram para que o ditador Francisco Franco chegasse ao poder, com seu governo totalitário e alinhado ao nazi-fascismo.

 

 

5. “Se eu for presidente, eu saio da ONU. Não serve pra nada essa instituição.”

Afinal, um ditador não quer a ONU “se metendo” nas “suas” coisas.

Nas Filipinas, o ditador Rodrigo Duterte não aceitou quando a União Europeia o condenou publicamente pelas suas ações de extrema violência na repressão às drogas. E, bem ao estilo de Bolsonaro, soltou: “Vou dizer a eles: ‘fodam-se!'”.

 

 

6. “Minoria tem que se calar, se curvar pra maioria.”

Assim ele define as pessoas para as quais ele pretende governar. Ainda bem que não será eleito!

Bolsonaro não aceita um país diverso. Só pra lembrar, teve um ditador na Alemanha que também não aceitava.

Foram várias as demonstrações preconceituosas de Bolsonaro, estas são apenas algumas:

“Isso não pode continuar existindo, tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitada da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense”, disse Bolsonaro, para quem a melhor forma de combater o racismo é não tocar no assunto.

“Temos que acabar com o mimimi, com essa história de feminicídio”.

“Eu não empregaria [mulher] com o mesmo salário”.

“Quilombolas não servem nem para procriar”.

“Se eu assumir, índio não terá mais 1 cm de terra” .

“Teu filho começa a ficar meio gayzinho, leva um couro, muda o comportamento dele”.

As tropas do ditador alemão Adolf Hitler foram responsáveis pela morte de seis milhões de pessoas que ele considerava “inferiores”. Entre as vítimas do holocausto estavam judeus, negros, homossexuais e outros grupos que não se encaixavam no que Hitler chamava de “raça superior”.

 

 

7. “Imprensa vendida, meus pêsames!”

Bolsonaro quer acabar com a liberdade de imprensa. Ele ameaça jornais e emissoras de TV que discordam dele.

Depois que o jornal Folha de S.Paulo denunciou um esquema milionário de fake news envolvendo o candidato, Bolsonaro falou sobre seus planos para ela: “Sem Folha de S.Paulo”.

O ditador português Antonio de Oliveira Salazar utilizou a censura e o controle ideológico (Secretariado Nacional de Propaganda) para se manter no poder durante 40 anos. A famosa Polícia Internacional e de Defesa do Estado (Pide) tinha a função de manter calado quem não comungasse das mesmas ideias do ditador.

 

 

8. “Basta um cabo e um soldado pra fechar o STF.”

Essa frase é de Eduardo Bolsonaro, filho do candidato. Trata-se de mais uma demonstração do total desrespeito às instituições, bem típico de ditadores.

O ditador italiano Benito Mussolini, fundador do Partido Nacional Fascista, junto com uma milícia armada formada por 50 mil “camisas negras”, marchou até Roma, onde tomou o poder. Fechou jornais de oposição, acabou com os demais partidos políticos e perseguiu seu líderes. Por fim, extinguiu a Câmara dos Deputados e governou absoluto.

 

O Brasil já viveu uma ditadura. E não é simples acabar com ela. Foram mais de 20 anos!

Não podemos voltar a essa época tão triste da nossa história. Nossa esperança é Haddad!

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